28.8.10

Livro: A Grande Feira, Luciano Trigo

Texto retirado de: http://reticulas.blogspot.com/

Como já havia citado neste blog, há muitas pessoas, entre essas estudantes de artes, que possuem muitas dúvidas referentes a arte contemporanea.
Para ter conhecimento sobre o assunto é importante construir sua própria opnião sobre o mesmo em fontes diferenciadas.


Em A Grande Feira, Luciano Trigo apresenta uma crítica incisiva sobre a arte contemporânea que vem sendo produzida desde os anos 70 e como funciona seu mercado, a falta de técnica, o sistema como um todo e a como a crítica de arte tem se tornado irrelevante. Apresentando também fatos da arte contemporanea mundial, suas extravagências e subordinações.

Foi um ótimo conflito entre minha leitura anterior e esta (estou terminando a leitura deste), onde em Temas da Arte Contemporânea, Kátia Canton como curadora, defende o movimento artístico no qual ela trabalha. Já Luciano Trigo trás uma reação a tudo que tem acontecido em relação a arte contemporânea e seu sistema mercadológico.

Recomendo a leitura, adiantando que em alguns momento os argumentos ao longo das críticas são um tanto repetitivos. Mas é uma leitura super importante para quem quer construir conhecimentos sobre a produção e o mercado artístico, ajudando assim a formar opiniões sobre a arte contemporânea.

A capa do livro onde há um tubarão em um tanque, na verdade é um tanque de formol e o tubarão está morto, e o mesmo começou a decompor após dois anos... e consideram isso arte? Infelizmente, consideram!


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Um comentário:

Gahbby disse...

O nome do "artista" que fez essa crueldade é Damien Hirst. "A obra" foi comprada por milhões de dolares por um colecionador, e após dois anos o tubarão começou a entrar em decomposição. Artista e colecionador fizeram um acordo para trocar o animal em decomposição por outro.

E infelizmente há crueldade na arte, e há vários outros artistas que "produzem obras" tão cruéis e fúteis como esta, outro exemplo é o "artista" Guillermo "Habacuc", cuja sua instalação na galeria da Nicarágua era um cão amarrado em um canto que não podia ser alimentado e ficaria naquele local até sua morte ( http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL421044-7084,00-ARTISTA+NAO+REVELA+SE+DEIXOU+CAO+MORRER+DE+FOME+EM+INSTALACAO.html ).

E muitas outras produções ridículas ainda acontecem em feiras, exposições e bienais... o mercado infelizmente aceita isso!