22.5.09

Receitas Vegans


Pastéis de Lentilhas e batatas

Ingredientes:
· 2 xícaras de lentilhas cozidas e reduzidas a purê;
· 2 xícaras de purê de batata;
· 1 cebola pequena picada;
· tomilho;
· salsa picada.
Preparação:
Mistura bem os ingredientes. Forma pequenas bolas achatadas e pincela-as com óleo. Leva a assar em forno médio durante 15 a 20 minutos.

Bifinhos de arroz com ervas aromáticas

Ingredientes:
· 1 xícara de arroz;
· 1 cebola picada;
· 1 dente de alho picado;
· 2 colheres de sopa de farinha de trigo;
· 100g de cogumelos;
· temperos a gosto (sal, salsa, tomilho, noz-moscada, manjericão).
Preparação:
Cozinhe o arroz com água suficiente para que fique em calda depois de cozido.
Mistura este arroz com todos os ingredientes de modo para obter uma massa firme. Forma os bifinhos e frita-os numa frigideira ou assa-os no forno.

Bolinhos Falafel

Ingredientes (para cerca de 20 unidades):
· 250g de grão-de-bico deixados de molho, no mínimo durante 24 horas;
· 1 colher de chá de bicarbonato de sódio;
· 1 colher de chá de sal;
· 1 colher de chá de cominhos;
· 1 colher de chá de coentros;
· 1 cebola picada;
· 2 dentes de alho amassados;
· pimenta do reino;
· 2 batatas cruas médias;
· azeite;
Preparação:
Leva à picadora todos os ingredientes. Mói tudo até formar uma massa homogênea e naturalmente úmida.
Molda pequenos bolinhos e frita-os em azeite não muito quente.

Bolinhos de tofu

Ingredientes
· 250g de tofu esfarelado
· 1 xícara de água
· 2 batatas cozidas
· ½ xícara de farinha integral
· 1 colher de sopa de molho de soja
· 1 colher de sopa de alho amassado
· 1 xícara de gérmen de trigo
· 2 colheres de óleo
Preparação:
Bata no liquidificador o tofu, a batata e a água. Adiciona o molho de soja, o alho, a farinha integral até formar uma massa dura.
Faz bolinhos e passa-os por gérmen de trigo. Frita-os levemente numa frigideira com óleo até ficarem dourados.

Falafel libanês

Ingredientes:
· 1 kg de grão-de-bico (de molha durante 24 horas);
· 2 cebolas médias;
· 2 batatas médias;
· 8 dentes de alho;
· 2 colheres (de chá) de coentros em pó;
· 2 colheres (de chá) de cominhos;
· 2 colheres (de chá) de sal;
· 1 colheres (de chá) de pimenta;
· 2 colheres (de chá) de farinha de trigo;
· 2 colheres (de chá) de fermento em pó;
· óleo.
Preparação:
Côa o grão. Descasca e corta as cebolas e as batatas em pedaços. Passa tudo por uma picadora, juntamente com o alho. Junta os restantes ingredientes a esta pasta, exceto o fermento e o óleo. Mistura muito bem. Tapa e deixa descansar 2 ou 3 horas.
Aquece o óleo para fritar. Enquanto o óleo estiver a aquecer, junta o fermento à mistura. Com as mãos úmidas, forma pequenas bolinhas levemente achatas. Frita em fogo brando até as bolinhas estarem douradas. Retira do óleo e coloca em papel absorvente.
Sugestão: Podes acompanhar com uma salada verde ou servir com pão sírio.

Bolo de laranja

Ingredientes:
· 1 xícara de farinha de trigo integral
· 1 xícara de farinha de arroz
· 1 xícara de açúcar mascavado
· 1 xícara de leite de soja
· 1 xícara de tâmaras picadas
· 1 xícara de nozes ou castanhas picadas
· 2 colheres de sopa de casca ralada de laranja
· ¾ de xícara de óleo de soja
Preparação:
Mistura o óleo e o açúcar, acrescenta o leite de soja, as farinhas, a casca de laranja, as castanhas e tâmaras. Põe em forma untada e assa em forno brando durante cerca de 1 hora.

Bolo de banana e maçã

Ingredientes:
· 3 xícara de farinha
· 2 xícara de açúcar amarelo
· 2 colheres de chá de canela
· 1 colher de chá de fermento em pó
· 2 xícaras de leite de soja
· 1/2 xícara de passas
· 1/2 xícara de óleo
· 2 maçãs
· 2 bananas
· margarina (ou manteiga de soja)
· sumo de meio limão
· açúcar amarelo e canela
Preparação:
Mistura bem o açúcar, a farinha, a canela, o fermento, o leite de soja, as passas, o óleo, 1 maçã e 1 banana às rodelas. Leva ao forno numa forma untada com margarina (150 ºC - 20/30 minutos).
Quando o bolo estiver crescido, coloca por cima a mistura da outra banana e da outra maçã às rodelas com canela, açúcar e sumo de limão. Leva novamente ao forno outra meia hora.

Bolo de chocolate vegano

Ingredientes:
Massa:
· 3 xícaras de farinha de trigo integral
· 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
· ½ colher de chá de sal
· ¾ de xícara de cacau vegano
· ¾ de xícara de margarina vegana
· 2 xícaras de açúcar
· ¼ xícara de água
· 2 xícaras de leite de soja
· 2 colheres de chá de baunilha
· Cobertura:
· 1 xícara de água fria
· 5 colheres de sopa de farinha
· 1 xícara de açúcar
· 1 colher de chá de baunilha
· 3 colheres de sopa de cacau
· 1 pitada de sal
· 3 colheres de sopa de margarina vegana
· amêndoas ou coco ralado
Preparação:
Mistura a farinha, o bicarbonato, o sal e o cacau numa tigela. Bate a margarina com o açúcar noutro recipiente. Adiciona a água aos poucos e bate bem.
Adiciona a mistura de farinha a este creme, a pouco e pouco, alternadamente com o leite. Adiciona a baunilha e bate bem.
Deita a massa numa forma untada com um pouco de óleo e polvilhada com farinha. Coze no forno, a 350°C, durante 45-50 minutos.
Para a cobertura, mistura a farinha e a água numa panela. Cozinha em fogo médio, mexendo bem, até se tornar espesso e suave. Deixa arrefecer completamente, colocando a panela dentro de um recipiente com um pouco de água fria. Bate o resto dos ingredientes e depois adiciona à mistura de farinha. Mistura tudo muito bem e barra o bolo com este creme. Por fim, polvilha o bolo com amêndoas raladas ou coco ralado.

Torta de Banana Maria

Ingredientes:
· 8 xícaras de açúcar mascavo
· 10 xícaras de farinha de trigo integral
· 2 dúzias de banana madura
· 200g de margarina vegan
· 50g de canela em pó
Preparação:
Mistura o açúcar e a farinha com a margarina já derretida. Unta um tabuleiro grande com um pouco da margarina e coloca metade da mistura. Cobre-a com metade das bananas cortadas em fatias finas e compridas. Polvilha com metade da canela. Coloca o restante da mistura sobre a camada de bananas, cobre-as com a outra metade as bananas fatiadas e polvilha com o resto da canela. Assa em forno bem quente durante 30 minutos. Serve fria.

Tofu Cheesecake

Ingredientes:
· 2 xícaras de farinha integral
· 3 xícaras de tofu
· ¾ l de azeite
· ¼ xícara de sumo de limão
· canela
· 1 colher de sopa de erva doce
· 6 figos secos em pedaços
· fruta
Preparação:
Prepara uma base de tarte com a farinha, a canela e um pouco de água e azeite. Leva ao forno 10 minutos a 165°C.
Faz uma mistura batida com o resto dos ingredientes. Põe sobre a massa da tarte e leva ao forno 50 minutos a 170°C. Quando estiver fria coloca por cima rodelas de fruta (pêssego, maçã, kiwi).

Lasanha vegan

Ingredientes:
· 2 xícaras de soja fina
· polpa de tomate
· 1 ou 2 cebolas
· 5 dentes de alhos
· 500g de placas de lasanha
· azeite
· manteiga
· sal
· noz-moscada
· orégano
· 5 ou 6 colheres de sopa de farinha de trigo (de preferência integral)
· molho de soja
· 2 xícaras de água ou leite de soja
Preparação:
1º Preparação da soja
Numa panela começa por deitar um pouco de azeite, deixa aquecer um pouco e junta a cebola aos cubinhos ou laminada e os alhos picados, e em lume brando deixa refogar. Junta então a polpa de tomate e deixa cozinhar um pouco. Junta a soja sem ter estado de molho em água e tempera com sal, molho de soja e orégano.
Deixa estar ao lume durante algum tempo para o sabor acentar e tempera a teu gosto.
2º Preparação do molho bechamel
Num pequeno tacho, aquece manteiga ou óleo com um pouco de sal e noz moscada.
Junta a farinha e mistura bem para teres uma mistura uniforme de farinha e manteiga/óleo. Junta a água ou o leite de soja para que se forma uma mistura cremosa e mexe bem, de forma a que não fiques com pedaços de farinha. Deixa estar ao lume até que o molho engrosse. Tens de ir mexendo o molho durante todo o processo.
3º Preparação da lasanha
Unta um pirex com manteiga ou óleo e coloca uma camada de molho bechamel.
Sobre o molho coloca o primeiro nível da lasanha, primeiro com as placas e depois com a soja e de novo as placas. A partir daqui vais repetir estes passos para fazer os níveis seguintes da lasanha. A última camada é de molho bechamel.
Leva ao forno durante 30 a 40 minutos a cerca de 200°C.

Feijoada de vegetais

Ingredientes:
· ½ xícara de soja em cubos (previamente de molho)
· ½ xícaras de chá de feijão carioca ou preto
· ½ maço de aipo ou coentro
· 1 xícara de cenoura picada
· 1 folha de louro
· 1 cebola picada
· 2 dentes de alho
· sal
· azeite
Preparação:
Coloca o feijão de molho em água quente. Após 2 horas, cozinha-o com o louro. Depois de quase cozido, adiciona o sal, os vegetais picados e cozinha durante mais 30 minutos. Num tacho à parte, doura em azeite a cebola, o alho e a soja já de molho. Mistura tudo e serve.

Grão-de-bico à moda Indiana

Ingredientes:
· 2 colheres de azeite
· 1 xícara de cebola picada
· ½ xícara de pimentão vermelho picado
· ½ xícara de pimentão verde picado
· 3 dentes de alho amassados
· 1 colher (de chá) de gengibre ralado
· 1 colher (de sopa) de caril
· 500 g de tomates sem pele
· 500 g de grão-de-bico cozido (deixar de molho na véspera e cozinhar na panela de pressão)
· 150 g de folhas de espinafre
· 2 xícaras de couve-flor cozida no vapor
· ¼ colher (chá) de sal
· ¼ colher (chá) de pimenta
Preparação:
Refoga a cebola, o alho e o gengibre no azeite durante 2 minutos. Junta o caril e refoga mais 3 minutos, mexendo. Junta os tomates e deixa cozinhar até quase ficarem desmanchados.
Junta os pimentões e tempera com sal e pimenta.
Acrescenta o grão-de-bico cozido e o espinafre, mexendo. Coloca a couve-flor por cima. Cobre e deixa cozinhar no vapor durante 10 minutos, ou até que a couve-flor fique macia.
Serve acompanhado de arroz branco.

Empadão de soja e legumes

Ingredientes:
Massa:
· 1 ½ xícara de farinha de trigo integral
· sal
· 2 xícaras de farinha de trigo
· 1 xícara de manteiga de soja
Recheio:
· 2 xícaras de soja granulada (já hidratada)
· 1 lata de milho verde ou ervilha
· 4 colheres de sopa de azeite
· 250g de tomate sem pele
· pimenta
· 1 cebola pequena
· cheiro verde picado
Preparação:
Recheio:
Refoga em óleo quente a soja granulada, os temperos e o milho verde ou ervilha. Deixa arrefecer.
Massa:
Mistura a manteiga de soja com as farinhas até formar uma massa homogênea. Estende a massa, de modo a forrar o fundo e os lados de uma forma de torta. Reserva um pouco da massa para a cobertura.
Recheia o empadão, cobre com a restante massa, e assa durante 20 minutos, em temperatura média, em forno pré aquecido. Serve quente

Rancho vegano

Ingredientes:
· 1 cebola
· 2 dentes de alho
· 2 tomates maduros
· 200g grão-de-bico cozido
· ½ couve
· 1 cenoura
· 200g de massa tipo macarrão
· ½ chávena de cubos de soja (opcional)
· azeite
· sal
Preparação:
Refoga no azeite a cebola picada, os dentes de alho e os tomates picados. Adiciona 1 xícara de água e deixa ferver.
Junta a cenoura em rodelas, os cubos de soja previamente de molho e as folhas de couve rasgada. A meio da cozedura, adiciona a massa. Quando os ingredientes estiverem quase cozidos adiciona o grão-de-bico e o sal.

Pizza de Batata

Ingredientes:
· 6 batatas grandes
· 1 pitada de sal
· 1/2 colher de margarina de soja
· 6 colheres de farinha de trigo
· 6 colheres de chá de fermento
· polpa de tomate
· orégano
· azeitonas
· 150g de cogumelos
Preparação:
Coze as batatas em água com sal. Amassa as batatas e adiciona a margarina, a farinha e o fermento.
Depois coloca numa forma untada com farinha e margarina.
Faz um molho com polpa de tomate, azeitonas e cogumelos. Coloca por cima da batata e salpica com orégãos. Leva ao forno cerca de 25 minutos.

Receita - Massa para Panqueca Vegan

Ingredientes:
2 e 1/2 xícaras de chá de trigo integral
2 colheres de sobremesa de de fermento em pó
2 colheres de sopa de óleo de soja
2 xícaras de de chá de água
1 colher de sobremesa de sal

Modo de fazer:
Bater todos os ingredientes no liquidificador até a massa ficar bem fina.
Untar uma frigideira com óleo e esquentá-la.
Despejar pouca massa na frigideira fazendo movimentos circulares, afim de que a massa fique fina.
Esperar dourar e rechear a vontade.

Rápida, fácil e deliciosa!

15.5.09

UMA PALAVRINHA

Dizem que São Francisco pregava para os animais. Eu acredito que ele não pregava, não. Conversava. Falava com aves, peixes e outros animais de igual para igual, como irmãos. É assim que eu sinto no meu coração. Penso que não há ser vivo superior a outro. Há universos diferentes, mundos específicos onde cada grupo vive e interage, da sua forma, do seu jeito. Curiosamente, o humano, justamente o que se diz mais intelectualizado, destrói o seu espaço e o dos outros; animal algum além dele faz isso. Por isso eu acredito que São Francisco apenas conversava. Pedia paciência, pedia desculpas pelas atrocidades cometidas até então e, provavelmente, pelas que cometemos até hoje. E ele era ouvido. Tinha a atenção da natureza toda, porque a respeitava como grande mãe que é. É por isso que sou devoto. De São Francisco. E de toda a natureza.

4.5.09

Sobre o Veganismo.




O veganismo é uma filosofia seguida por pessoas que, por princípio ético, não usam produtos de origem animal: carnes, laticínios, ovos, mel, couro, lã, seda, etc., e se abstêm de produtos testados em animais, incluindo remédios, cosméticos e produtos de limpeza. Vegans também não pactuam com outras formas de exploração e desrespeito à vida animal entre elas: circos, rodeios, rinhas, comércio de animais.

Muitas pessoas vêm o veganismo simplesmente como uma dieta restritiva, uma lista de produtos e ingredientes a serem evitados, mas na verdade, isso é apenas parte da filosofia de vida positiva e de compaixão.

O veganismo é um caminho para deixar de ser cúmplice das crueldades inerentes à criação animal. Cada um de nós pode fazer escolhas por um mundo melhor a cada dia.

Há quem ache um direito natural do homem submeter os animais a todo tipo de crueldade, assim como já foi natural, no passado, que algumas pessoas se julgassem superiores às outras pela diferença da cor da pele ou credo religioso.

Foi preciso que grupos abolicionistas e humanitaristas trabalhassem (mesmo sendo ridicularizados e discriminados— no início), para que os homens enxergassem o absurdo na forma como tratavam outros serem humanos (mulheres e escravos).

A mudança de consciência já está acontecendo e cada vez mais homens auxiliados por um novo tipo de abolicionistas— que falam por seres que não podem falar por si— saberão que os outros animais não são sua propriedade. São seres com direito a vida digna.

"Uma injustiça continua sendo uma injustiça
mesmo que todo mundo a cometa".

O que há de errado em consumir laticínios?

Leite x Vitela

A condição para que uma vaca produza leite é ter um bezerro, "vacas leiteiras" são emprenhadas artificialmente todos os anos para manter o abastecimento regular de leite. Na ordem natural das coisas, o bezerro tomaria o leite (eliminando a necessidade de se ordenhar a vaca). Mas os filhotes das vacas são separados da mãe com um dia ou dois de vida, para que os seres humanos tenham esse leite que seria do bezerro.

As fêmeas são abatidas imediatamente ou criadas para serem futuras vacas leiteiras ". Os machos são confinados por 16 semanas em um espaço minúsculo onde não conseguem nem se mexer: Esses bezerros são criados para a produção de vitela (baby beef). É por meio do confinamento que sua carne fica mais macia uma vez que não podem fazer praticamente nenhum movimento".

Exploração

A grande demanda por produtos lácteos implica em grande sofrimento para as vacas, fazendo com que elas produzam alem de seu limite natural. A elas são ministrados hormônios de crescimento para que produzam uma quantidade imensa de leite.

Mesmo os poucos fazendeiros que escolhem não criar seus animais de maneira intensiva, precisam eliminar o bezerro que beberia o leite e finalmente têm que mandar a mãe para o matadouro quando esta fica velha demais para produzir leite.

site_veganismo

Saúde

Dr. Benjamin Spock, importante pediatra americano, declarou-se contra o consumo de leite de vaca na dieta das crianças, pois pode causar anemia, alergias e futuros dependentes de insulina devido à diabetes que provoca se consumido por um longo período de tempo.
O leite e os derivados também podem causar osteoporoses não preventivas, uma vez que contém alto nível de proteína, o que impede a produção de cálcio no organismo. Estudantes da universidade de Harvard, depois de muitos estudos, afirmam que beber leite pode causar de fato osteoporose.

O que há de errado em consumir ovos?

Criação intensiva

Quando são criadas intensivamente, quatro ou cinco galinhas poedeiras vivem em uma gaiola, com piso de arame, do tamanho de uma folha de jornal dobrada. As gaiolas são freqüentemente empilhadas uma sobre as outras, deixando que excrementos caiam nas aves de baixo.

Por serem manipuladas para pôr ovos enormes, os úteros das galinhas podem prolapsar
(o útero inteiro é expelido junto com o ovo.)

As galinhas que naturalmente exploram o ambiente ciscando, quando confinadas nas fazendas-fábrica, bicam umas as outras. Para combater isso, os trabalhadores cortam sem anestesia até dois terços dos seus bicos.

O corte dos tecidos delicados com a faca causa dor que persiste por semanas ou até meses. Para que elas não durmam e comam mais, as luzes ficam acessas constantemente. Finalmente quando se tornam "gastas" ou sua produção cai, são mandadas para os matadouros.

Clique aqui e assista ao trailer do filme "A Carne é Fraca ".

O que há de errado em consumir mel?

Manejo

abelhas

As abelhas são manipuladas para produzir muitos produtos para o uso humano: Mel, própolis, pólen, geléia real. Pelo fato de serem vistas voando livres elas são consideradas livres das crueldades usuais da indústria das fazendas.

Entretanto, as abelhas são tratadas da mesma forma do que qualquer outro animal de fazenda.

Elas passam por uma rotina de exames e manejo, regimes alimentares artificiais, drogas e tratamento de pesticidas, manipulação genética , inseminação artificial, transporte
(por ar, estrada ou trilho) e morte.

Abelhas rainhas

As abelhas rainhas são inseminadas artificialmente com esperma obtido de abelhas decapitadas. As rainhas são mortas quando sua habilidade de produção de ovos entra em declínio.

Manipulação

abelhas_2

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Quando os apicultores manipulam os favos, muitas abelhas são esmagadas e mortas.
Baforadas de fumaça são lançadas para acalmar as abelhas, instrumentos especiais são introduzidos nas colméias para coletar os produtos das abelhas quando elas entram na colméia.

As abelhas são separadas de suas colméias por serem sacudidas vigorosamente ou por jatos fortes de ar, o que provoca a perda de suas asas e pernas.

As abelhas são alimentadas com pólen artificial e calda de açúcar branco para substituir o mel que foi retirado.

Vivissecção

Muitas experiências são desenvolvidas nas colônias para aumentar a produção de mel, o que resulta em mais dinheiro.

No Japão, abelhas sofrem radiação para fazer com que os ferrões se tornem inofensivos, com o intutito de se "fabricar" abelhas sem ferrão para um manuseio mais fácil. Na Austrália, testes estão sendo feitos sobre uma proteína no ferrão da abelha para tratar o câncer.

Abelhas voam cerca de 800 km em sua vida de operárias e produzem apenas meia colher (de chá) de mel. Vivem cerca de 30-35 dias.

A função dos produtos das abelhas nas colméias:

  • Mel: fonte de alimento das abelhas, é estocado na colméia para os meses de inverno. O mel também ajuda a manter uma temperatura adequada na colméia.
  • Cera: é usada como estrutura básica dos favos.
  • Própolis: é usado pelas abelhas para tapar buracos e envernizar a colméia, é um antibiótico natural, antiviral e agente antifungo.
  • Pólen: outra fonte de alimento para as abelhas e é estocado na colméia.
  • Geléia real: é a única fonte de nutrição para a abelha rainha por toda a sua vida.

Na nossa alimentação podemos substituir o mel por: melado de cana, malte de cereais, açúcar mascavo, demerara, xarope de glicose, suco de frutas concentrado, entre outros.

Peles

Raposas, chinchilas, zibelinas, visons e outros animais silvestres são perseguidos e capturados por armadilhas ou caçados e colocados em jaulas. Privados de seus instintos, desenvolvem comportamento estereotipado, auto mutilação e canibalismo. São mortos por asfixia, injeção letal, eletrocutados e até mesmo tendo seus pescoços quebrados.

A opinião pública condena o uso de peles de animais, por ser considerado símbolo de vaidade cruel, mas o couro do animal nem sempre recebe tal condenação.

Pessoas dão a desculpa de que o animal já morreu para o consumo de sua carne, então não importa que se use a pele que restou para fazer um par de sapatos ou uma jaqueta. Na verdade, ao fazer isso, estarão apoiando a indústria da carne que é baseada no sofrimento animal.Para dela se obter a lã, a ovelha é submetida a um processo violento, que muitas vezes resulta em cortes e machucados. Ovelhas criadas em países quentes freqüentemente morrem de exaustão e desidratação devido ao calor. Ainda jovens são abatidas quando sua lã perde a qualidade.Para se obter a seda, o bichinho que a produz é fervido vivo.

Websites

http://www.escolhavegan.cjb.net/
http://www.veganoutreach.org/whyvegan/por
http://www.pelosanimais.com/
http://www.svb.org.br/
http://www.veganpride.com/
http://www.notmilk.com/

Couro

A opinião pública condena o uso de peles de animais, por ser considerado símbolo de vaidade cruel, mas o couro do animal nem sempre recebe tal condenação.
Pessoas dão a desculpa de que o animal já morreu para o consumo de sua carne, então não importa que se use a pele que restou para fazer um par de sapatos ou uma jaqueta. Na verdade, ao fazer isso, estarão apoiando a indústria da carne que é baseada no sofrimento animal.

Para dela se obter a lã, a ovelha é submetida a um processo violento, que muitas vezes resulta em cortes e machucados. Ovelhas criadas em países quentes freqüentemente morrem de exaustão e desidratação devido ao calor. Ainda jovens são abatidas quando sua lã perde a qualidade.

Seda

Para se obter a seda, o bichinho que a produz é fervido vivo.

Indicação de livros

. "Cozinhando sem Crueldade", Ana Maria Curcelli editora Colcha de Retalhos

. "Ética prática", Peter Singer, Editora Martins

Fontes

  • Adaptado de "Alimentação para um Novo Mundo", Marcio Bontempo, Editora Record.
  • www.veganoutreach.org/whyvegan/por
    www.vegansociety.com
  • Vegan Pride www.veganpride.com
  • Super Interessante, Super Polêmica, George Guimarães, dezembro de 2000
  • "Perguntas e Comentários Freqüentes sobre Direitos dos Animais e Vegetarianismo", Veganas (traduzido do Peta), veganas@terra.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Receitas Veganas

" Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens". Alice Walker

Retirado do site Instituto Nina Rosa

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1.5.09

Manifestação - CCZ: OU MUDA OU FECHA!

DEputado Feliciano Filho, responsável pela lei Estadual nº. 12.916, vigente desde abril de 2008, que proíbe as prefeituras do Estado de promover a matança de animais sadios.
Ativistas de todos as idades se reunem para defender a vida.

Carrocinha: Os animais pedem ajuda!

Muitos jovens marcaram presença.

Prefeito Kassab na mira dos protetores.

Vereador Aurélio Miguel, fazendo seu trabalho junto a causa!

Pessoal do Instituto Nina Rosa como sempre juntos para defender a vida!

Vários protetores somando e organizando a manifestação!


Manifestação - CCZ: OU MUDA OU FECHA!
por Magô Pool

Dia 29 de abril foi um dia especial, pelo menos para os cães e gatos do Centro de Controle de Zoonoses da cidade de São Paulo. A manifestação que exigia a mudança ou o fechamento do CCZ surgiu da denúncia de um dos funcionários devido a infração da lei estadual nº. 12.916 que proibe a matança indiscriminada de cães e gatos nos Centros de Controle de Zoonoses estaduais, cerca de 95% dos animais sadios estavam sendo assassinados sob a responsabilidade do atual diretor Marco Antônio Vigilato.

Aproximadamente 1.000 pessoas fizeram parte da manifestação, incluindo essa que vos escreve, o prosteto uniu não só a comunidade Vegetariana/Vegana como também todos os outros núcleos de proteção animal e pessoas simpatizantes da causa.

Podia -se ver senhores e senhoras de idade de mãos dados com crianças com seus rostos pintados em forma de bichos. Realmente os animais domésticos tem um apelo muito mais comovente em comparação aos animais de "corte", pois ouvia-se muito as palavras: assassino e covarde, relacionando com as mortes de centenas de animais inocentes. Porém esquecem que inocente por inocente a vaca, o porco e a galinha, entre outros, também são, ou seja, se vamos defender a vida no sentido sagrado da existência, que sejamos coerentes e éticos.

Semana que vem tem mais e estaremos lá para cobrar do prefeito uma postura com relação ao CCZ de São Paulo!

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24.4.09

Deveríamos parar de comer carne?


Reportagem extraida da revista super interessante da editora Abril - algumas baboseiras, mas colocou o vegetarianismo e mpauta mais uma vez.


A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, históricas e religiosas. Saiba as vantagens e desvantagens do alimento.



Comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas. Embora a porcentagem de vegetarianos venha se mantendo mais ou menos estável ao longo da história, há um interesse crescente no assunto - restaurantes naturais e vegetarianos ficam lotados na hora do almoço, tornou-se comum, pelo menos nas classes médias urbanas, a preocupação em reduzir o consumo de carne, e surgiu uma indústria bilionária de produtos naturais que, nos Estados Unidos, já movimenta quase 8 bilhões de dólares.Esta reportagem não ensina você a comer. Felizmente, essa ainda é uma decisão pessoal, que depende apenas do seu julgamento sobre o que é certo e o que é errado e - não menos importante - do seu gosto. O que essa matéria faz é tentar ajudar na decisão com o máximo possível de informação insuspeita sobre cada um dos muitos aspectos envolvidos nessa importante decisão. Se você, depois de terminá-la, vai devorar um brócolis ou um cheeseburger, já não é assunto nosso. Só esperamos que, terminado o texto, ao decidir o que comer você saiba o que está fazendo e o que isso implica.

O que é a carne?
A faca desce macia, cortando sem esforço o pedaço de picanha. Dourada e crocante nas bordas, tenra e úmida no centro. Você põe a carne na boca e mastiga devagar, sentindo o tempero, a maciez, a temperatura. O sumo que escorre dela enche a boca e, com ele, o sabor incomparável. Carne é bom.
Mas que tal assistir à mesma cena sob outra perspectiva? No prato jaz um pedaço de músculo, amputado da região pélvica de um animal bem maior que você. Com a faca, você serra os feixes musculares. A seguir, coloca o tecido morto na boca e começa a dilacerá-lo com os dentes. As fibras musculares, células compridas - de até 4 centímetros - e resistentes, são picadas em pedaços. Na sua boca, a água (que ocupa até 75% da célula) se espalha, carregando organelas celulares e todas as vitaminas, os minerais e a abundante gordura que tornavam o músculo capaz de realizar suas funções, inclusive a de se contrair. Sim, meu caro, por mais que você odeie pensar que a comida no seu prato tenha sido um animal um dia, você está comendo um cadáver.
Carne é tecido animal, em geral muscular. As fibras que a compõe são feixes de células musculares, enroladas umas nas outras. Em volta delas há uma cobertura de gordura, cuja função é lubrificar o músculo e permitir que ele relaxe e se contraia suavemente. Ou seja, não há carne sem gordura.
A diferença entre carne branca e vermelha é a quantidade de ferro no tecido - o mesmo mineral que dá cor ao sangue. As células de animais grandes, como o boi, são ricas de uma molécula chamada mioglobina, que contém ferro. Peixes e galinhas, por terem o corpo menor, não precisam de reservas tão grandes de nutrientes nas células e, por isso, têm menos mioglobina. Animais mais velhos têm carne mais vermelha - isso explica a brancura do frango industrializado, abatido antes dos dois meses, se comparado à galinha caipira. Essa última tem mais tempo para acumular mioglobina nas células.

Números, números, números
Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar - involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.
Só no Brasil há 172 milhões de cabeças de gado bovino - uma para cada cabeça humana. Nosso rebanho bovino só é menor que o da Índia, onde é proibido matar vacas. Na média, um brasileiro come perto de 40 quilos de carne bovina por ano - ou seja, uma família de cinco pessoas devora uma vaca em 12 meses. Somos o quarto país do mundo onde mais se come carne bovina (veja quadro na página 44). Um brasileiro médio come também 32 quilos de frango e 11 quilos de porco todo ano.

Todos os tipos de vegetarianos
Vegetarianos não são todos iguais. Conheça as diferenças.

Ovolactovegetarianos
Não comem carne de nenhum tipo, mas consomem ovos, leite e derivados. Em geral, quando alguém diz que é "vegetariano", é essa dieta que ele segue.

Lactovegetarianos
Provavelmente o mais numeroso dos grupos, já que essa dieta é predominante no sul da Índia - por razões religiosas. Nada de carne, mas leite e derivados estão liberados. O ovo é terminantemente proibido, por conter a "vibração da vida".

Vegans
Não consomem nada de origem animal: carne, ovos, leite, mel. Roupas de couro, lã e seda também estão proibidas.

Semivegetarianos
Aquelas pessoas que afirmam ser vegetarianas, mas abrem exceções para peixes ou aves. São vistos com desdém pelos outros grupos. A principal razão para essa dieta, que recusa só a carne vermelha, é o cuidado com a saúde.

Macrobióticos
Dieta tradicional japonesa, que pode ser vegan, ovolactovegetariana ou incluir peixe. Há várias restrições - a dieta acompanha as estações do ano, o cardápio tem que incluir uma árvore toda, da semente ao fruto. Como foi elaborada no Japão, a macrobiótica não contempla a realidade brasileira (as estações do ano, por exemplo, são diferentes aqui). Isso pode levar a deficiências alimentares.

Crudivorismo
Só comem vegetais crus. É preciso cuidado com essa dieta, porque ela exclui os grãos, que são as melhores fontes de proteína e ferro dos vegetarianos. Há risco de desnutrição.

Frugivorismo
Os frugivoristas não só rejeitam carne, como evitam machucar ou matar vegetais. Por isso, comem apenas aquilo que as plantas "querem" que seja comido: frutas e castanhas. Consideram o consumo de folhas, caules e raízes uma violência. A dieta não é das mais saudáveis, já que é pobre em proteínas e em minerais.

Carne faz mal?
Quem come mais carne - especialmente carne vermelha - tem índices maiores de câncer e de enfarte, as duas principais causas de morte do planeta. É o que dizem as estatísticas. Carne faz mal, então? Não é tão simples.
Nos últimos 30 anos, as autoridades dos Estados Unidos vêm aconselhando os americanos a diminuir a ingestão de carne vermelha e manteiga por causa de suspeitas de que a gordura saturada presente em grande quantidade nesses alimentos aumenta a taxa de colesterol e, com isso, causa ataques cardíacos. O conselho virou norma no mundo todo - a Organização Mundial da Saúde e vários governos adotaram a política de reduzir a gordura saturada. Tudo muito bom, só que tem algumas peças que, mesmo após três décadas de pesquisas, continuam não se encaixando no quebra-cabeças.
Uma delas é a Europa mediterrânea. Lá, desde que terminaram os rigores da Segunda Guerra, o consumo de carne vermelha tem aumentado. Pois bem: a taxa de doenças cardíacas diminuiu no mesmo período. E a França? O país da pâtisserie, fã ardoroso das carnes vermelhas de todo tipo, onde qualquer almoço começa refogando o que quer que seja em manteiga derretida, tem uma das mais baixas taxas de mortes por ataque cardíaco do mundo.
No ano passado, Gary Taubes, correspondente da revista americana Science e um dos principais escritores de ciência do mundo, escreveu um longo artigo no qual classificava o medo da gordura saturada como "dogma". Taubes afirma que, mesmo com tanta pesquisa, não há prova de que gordura saturada e enfartes estão ligados. E vai além: diz que a propaganda do governo só serviu para fazer com que os americanos comessem mais - ao evitar a gordura, eles acabavam ingerindo mais carboidratos, mais açúcar, para manter a quantidade diária de calorias (o corpo tende a reclamar quando as calorias são insuficientes para saciá-lo - isso se chama fome). Resultado: o índice de obesidade passou de 14% para 22% no país. E obesidade, sabidamente, é um sério fator de risco para doenças cardíacas.
A maior parte do mundo médico ainda acredita na malignidade da carne vermelha e da manteiga. ("Não tenho dúvidas da relação entre gordura saturada e doenças cardiovasculares", afirma o nutricionista argentino Cecílio Morón, oficial da agência da ONU que cuida de alimentação, a FAO. Denise Coutinho, que coordena a política de nutrição do governo brasileiro, repetiu quase as mesmas palavras.) Mas o artigo de Taubes serviu para mostrar que nutrição não é baseada numa relação simples de causa e conseqüência, tipo "mais carne, mais ataques cardíacos".
Mas, afinal, o que sobra da discussão? Dietas de países gelados como a Escócia e a Finlândia, onde o único vegetal consumido em quantidade é o tabaco, estão equivocadas. Os altos índices de ataques cardíacos por lá são prova incontestável. Mas os franceses, e os mediterrâneos em geral, devem estar fazendo alguma coisa certa. Sua dieta é variada e rica em vegetais frescos, azeite de oliva (tido como redutor de colesterol), vinho e carne de todos os tipos. Ao contrário dos americanos, esses povos comem com calma, em ambientes descontraídos. O que os está salvando dos ataques cardíacos? Os legumes, o azeite, o vinho, a conversa mole depois do almoço, a brisa marinha? Ninguém sabe ao certo. Provavelmente é uma conjunção de todos esses fatores.
O raciocínio vale em parte para o câncer também. Os comedores de carne morrem mais de câncer de intestino, boca, faringe, estômago, seio e próstata. Ainda assim, o elo entre carne e câncer é meio frouxo. Tudo indica que, se é que a carne aumenta mesmo a incidência de câncer, sua influência é bem pequena - um fator entre muitos.
Agora, de uma coisa ninguém tem dúvidas: vegetais fazem bem. Uma dieta rica em frutas, legumes e verduras claramente reduz as chances de ter câncer no esôfago, na boca, no estômago, no intestino, no reto, no pulmão, na próstata e na laringe, além de afastar os ataques cardíacos. Frutas e legumes amarelos têm caroteno, que previne câncer no estômago; a soja possui isoflavona, que diminui a incidência de câncer de mama e osteoporose; o alho tem alicina, que fortalece o sistema imunológico; e por aí vai - essa lista poderia ocupar o resto da revista. Em resumo: não está bem claro se a carne faz mal. Muito bem, pelo jeito, não faz. Mas, para ser saudável, o importante é ter uma dieta rica e variada de vegetais. Seja ela vegetariana ou não.

Dá para viver sem carne?
Dá. O vegetarianismo exige cuidados e conhecimentos de nutrição, mas com certeza pode-se ter uma dieta saudável sem carne. Aliás, o fato de exigir cuidados a faz mais saudável. Um vegetariano tende a prestar mais atenção no que come e nos efeitos disso sobre seu corpo. E isso, em si, já é um hábito salutar. Muitos nutricionistas afirmam que as crianças não devem, de maneira nenhuma, ficar sem proteína animal, sob risco de terem o desenvolvimento cerebral prejudicado. Essa regra deve ser seguida a não ser que os pais saibam muito bem o que estão fazendo, conheçam as propriedades de cada alimento e - não menos importante - que a criança queira.
Os ovolactovegetarianos não têm problemas com proteínas porque os derivados de animais são tão protéicos quanto a carne. O perigo é que leite e ovos são pobres em minerais, especialmente ferro, que é fundamental para a saúde - ele é usado para construir a hemoglobina, uma molécula cuja função é carregar o oxigênio do pulmão para as células. Sem ferro, portanto, as células podem morrer. Isso é a anemia.
Ou seja, ovolactovegetarianos não podem basear sua dieta no leite, nos ovos e nos queijos, sob risco de ficarem sem nutrientes valiosos. É preciso comer muitos e variados vegetais, em especial soja, feijão, brócolis, couve, espinafre - todos ricos em ferro. A quantidade é fundamental, porque o ferro dos vegetais é menos absorvido pelo corpo que o de origem animal. Uma boa dica é acompanhar as refeições com suco de laranja, já que a vitamina C ajuda na absorção do ferro. Outra fonte de ferro é a casca de grãos como o arroz e o trigo. Por isso, eles devem ser sempre integrais. Denise Coutinho, responsável pela política nutricional do governo federal, adiantou à Super que está em estudo uma medida para tornar a fortificação com ferro obrigatória nas farinhas de trigo e de milho. A medida, que visa combater a desnutrição, vai acabar ajudando a vida dos vegetarianos.
Já para os vegans, a palavrinha mágica é "soja". Se você não gosta desse grão ou é alérgico a ele, virar vegan vai ser bem mais penoso. A questão é a seguinte: suprir suas necessidades protéicas com carne é fácil. "Afinal, você é feito de carne", diz Pedro de Felício, especialista em produtos de origem animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um bife tem a mesma composição que os músculos do seu corpo. As proteínas das quais ele é feito são, também, iguais às suas, feitas com os mesmos aminoácidos. Portanto, contêm tudo o que você precisa.
Proteínas vegetais são mais simples. Elas não contêm todos os componentes necessários. A soja, entre os vegetais, é o que tem as proteínas mais completas. Há outras fontes de proteína, como o feijão, mas, se você não come soja, vai precisar de grandes quantidades e de muita variedade de vegetais para juntar todos os aminoácidos de que precisa. "Desde que sigam essa regra, os vegans tendem a ter uma dieta até mais equilibrada que os ovolactovegetarianos, já que não ocupam lugar no estômago com ovos e leite, que são pobres em vários nutrientes", diz o nutricionista vegan George Guimarães.
Uma questão para os vegans é a vitamina B12, que o corpo não produz e não existe em vegetais. A B12 é fabricada por bactérias e pode ser encontrada nos animais (que comem bactérias ao ciscar ou pastar). Mas suprir as necessidades de B12 é fácil: qualquer biscoito ou cereal com a palavra "fortificado" no rótulo contém a vitamina. Ela também é vendida em cápsulas.

Somos vegetarianos por natureza?
Não. "O homem tem dentes pequenos e sistema digestivo curto, características de onívoros", afirma o antropólogo físico Walter Neves, da Universidade de São Paulo, maior especialista brasileiro em homens pré-históricos. Ou seja, nosso organismo está preparado para comer de tudo, inclusive carne. Somos como o chimpanzé, que, além de plantas, cata insetos, lagartos e roedores. E diferentes do gorila, que só come plantas e, para isso, tem dentes molares imensos e uma barriga enorme (se você também tem uma, por favor não tome isso como uma comparação). Os dentes grandes servem para criar mais área de mastigação e, assim, triturar melhor as folhas e tirar delas os escassos nutrientes. A barriga abriga o intestino e o estômago, que são bem maiores para dar mais tempo ao organismo de absorver o que interessa.
Walter afirma que, num passado longínquo, nos alimentávamos como chimpanzés. Mas há 2,5 milhões de anos nossa dieta mudou. Começamos a fabricar instrumentos de pedra e as novas armas permitiram que incluíssemos no cardápio a carne de grandes mamíferos. Assim, nossa ingestão de proteína animal aumentou demais. "Sem isso, não teríamos desenvolvido um cérebro grande", diz Walter. O aumento súbito de proteína na dieta permitiu que nosso corpo investisse mais recursos no sistema nervoso. Hoje, de 30% a 40% de tudo o que comemos vira combustível para fazer o cérebro funcionar. Sem o aumento na ingestão de carne, isso jamais seria possível.
Mas, na mesma época, surgiu um gênero de humanídeos estritamente vegetarianos. Conhecidos como Paranthropus, eles tinham grandes molares, eram barrigudos e não comiam animais de nenhuma espécie, nem insetos. Esses humanos vegetarianos conviviam com os humanos caçadores - há um lago no Quênia onde foram encontradas ossadas das duas espécies, com aproximadamente a mesma idade, a poucos quilômetros de distância.
O Paranthropus se extinguiu há 1,2 milhão de anos, provavelmente porque sua dieta mais restritiva o atrapalhou na competição com nossos ancestrais generalistas. Nossos primos vegetarianos deviam ser muito menos espertos que seus contemporâneos Homo, como atesta o tamanho de seu cérebro. "Eles investiram os recursos do organismo em dentes, os Homo investiram no cérebro", diz Walter.
Quer dizer que precisamos comer carne para raciocinar? Não. Há 2,5 milhões de anos era assim porque não sabíamos plantar e nossa dieta quase não incluía plantas protéicas. Os únicos vegetais que comíamos eram frutas, folhas e raízes. Hoje, é possível ter uma dieta rica em proteínas sem carne.

Vaca, a onipresente
Há quem diga que o problema de comer carne é moral: não teríamos o direito de matar para comer. Mas, se você acha que basta parar de comer carne para acabar com a matança, está enganado. Há muito mais produtos no mercado que incluem animais mortos do que imagina a nossa vã filosofia.
Para começar, boa parte da indústria de vestuário depende de animais. O couro, você sabe, é a pele de bichos abatidos. Para separar o fio de seda, é preciso ferver o bicho-da-seda. Além disoo, filmes fotográficos e de cinema são recobertos por uma gelatina, retirada da canela da vaca. Ou seja, um vegan radical só tira fotos digitais. Dos pés bovinos saem também substâncias usadas na espuma dos extintores de incêndio. O sangue bovino rende um fixador para tinturas e a gordura acaba em pneus, plásticos, detergentes, velas e no PVC. Cremes de barbear, xampus, cosméticos e dinamite derivam da glicerina, substância que contém gordura bovina. A quantidade de medicamentos feitos com pedaços de gado, do pâncreas ao cordão umbilical, passando pelos testículos, é imensa.
Há um pouco das vacas também em vários produtos da indústria alimentícia - e não estamos falando só de bife à parmegiana. A gelatina deve a consistência ao colágeno arrancado da pele e dos ossos. Aliás, quase toda comida elástica contém colágeno - da maria-mole ao chiclete. Os queijos curados são feitos com uma enzima do estômago do bezerro. Além dos bovinos, vários outros animais são usados pela indústria de comida. Vegans devem ficar de olho nos rótulos e evitar dois corantes: coxonilha e carmin. O primeiro, usado para tingir de azul, é feito de besouros moídos. O segundo, que pinta de vermelho, é feito de lesmas amassadas.

O planeta precisa de carne?
Na verdade, se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43 000 litros de água. Um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.
Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos - graças ao clima é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.
E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. "Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não pára de se expandir", diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global. Os gases da flatulência de bois e ovelhas - não, isso não é uma piada - estão entre os principais causadores do efeito estufa.

Como vimem - e morrem - os animais
Boi
No Brasil, os bois são criados soltos. Provavelmente, essa forma de criação é menos terrível que a de países frios do Cone Sul e da Europa, onde os invernos matam o pasto e fazem com que os animais fiquem fechados em áreas apertadas, comendo só ração. Isso não quer dizer que seja o melhor dos mundos. Os animais muitas vezes passam fome, vivem cheios de parasitas e apanham copiosamente. "O manejo no Brasil é muito bruto", diz o etólogo Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Jaboticabal, especialista no assunto.
Não existe aqui no Brasil a produção de vitela - carne muito branca e macia de bezerros mantidos em jaulas superapertadas para evitar que se movimentem. Para acentuar a brancura da carne, os criadores não permitem que o bezerro coma grama ou grãos, só leite - a dieta tem que ser pobre em ferro e em outros nutrientes, forçando uma anemia no animal. Com isso, torna-se necessário o consumo de antibióticos, para diminuir o risco de infecções do animal desnutrido. "A vitela deveria ser proibida no mundo inteiro", afirma o agrônomo e etólogo Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, especialista em técnicas de manejo da Universidade Federal de Santa Catarina.
Para matar um boi, primeiro se dá um disparo na testa com uma pistola de ar comprimido. O tiro deixa o animal desacordado por alguns minutos. Ele então é erguido por uma argola na pata traseira e outro funcionário corta sua garganta. "O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja bombeado para fora do corpo, evitando a proliferação de microorganismos", diz Ari Ajzenstein, fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que zela para que as regras de higiene e de bons tratos no abate sejam cumpridas.
Em 1997, a ativista de direitos dos animais americana Gail Eisnitz escreveu o bombástico livro Slaughterhouse ("Matadouro", inédito no Brasil), no qual acusava os matadouros de sangrar muitos animais ainda conscientes. "Não vou dizer que isso não acontece no Brasil, mas não é freqüente", afirma Mateus Paranhos.
O abate a marretadas está proibido no país, o que não quer dizer que não aconteça - já que quase 50% dos abates são clandestinos e, portanto, sem fiscalização. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo.

Galinhas
Essas quase sempre levam uma vida miserável. Vivem espremidas numa gaiola do tamanho delas. As luzes ficam acesas até 18 horas por dia - assim elas não dormem e comem mais (isso acontece principalmente com as que produzem ovos). Seus bicos são cortados para que não matem umas às outras e para evitar que elas escolham que parte da ração querem comer - caso contrário, ciscariam apenas os grãos de seu agrado e deixariam de lado alimentos que servem para que engordem rápido.
A morte é rápida. As galinhas ficam presas numa esteira rolante que passa sob um eletrodo. O choque desacorda a ave e, em seguida, uma lâmina corta seu pescoço. O esquema é industrial. Hoje, nos Estados Unidos, são abatidas, em um dia, tantas aves quanto a indústria levava um ano para matar em 1930. Nas granjas de ovos, pintinhos machos são sacrificados numa espécie de liquidificador gigante. Parece horrível, mas é a mais indolor das mortes descritas aqui.

Porcos
Outros azarados. Não têm espaço nem para deitar confortavelmente. "São confinados do nascimento ao abate", diz Pinheiro Filho. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença que o atordoamento é feito com um choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de água fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos, mas isso provavelmente é incomum.

Patos e gansos
Os mais infelizes dos nossos alimentos provavelmente são os gansos e patos da França. O foie gras, um patê tradicional e sofisticado, é feito com o fígado inflamado das aves. Os produtores colocam um funil na boca delas e as entopem de comida por meses, fazendo com que o fígado trabalhe dobrado. Isso provoca uma inflamação e faz com que o órgão fique imenso, cheio de gordura. Ou seja, o patê, na prática, é uma doença. Há movimentos pedindo o banimento do produto. Não se produz foie gras no Brasil.

E o que fazer a respeito
Há uma verdade inescapável: ao comermos carne, somos indiretamente responsáveis pela morte de seres que têm pai, mãe, sofrem, sentem medo. "Os vertebrados sentem dor", diz Rita Paixão, fisiologista e bioeticista da Universidade Federal Fluminense. Isso é um fato e, se você pretende continuar comendo carne, é bom se acostumar com ele. Mas podemos ao menos minimizar o sofrimento, escolhendo comidas que impliquem em menos crueldade. O mercado oferece alternativas.
Uma delas são os ovos caipiras, produzidos por galinhas criadas soltas, em companhia de galos, sob o sol - um desinfetante natural -, comendo o que querem com seus bicos inteiros. A maior granja brasileira de ovos caipiras é a Yamaguishi, que distribui "ovos da galinha feliz" pela região de Campinas e em São Paulo. "Os ovos que nós produzimos... quer dizer, que nossas galinhas produzem", diz Marcelo Minutti, gerente da granja, "são mais saborosos e não contêm substâncias químicas."
Frangos caipiras, criados em condições semelhantes, também já são encontrados nos supermercados. Sua carne é mais dura, mas é mais saborosa e a chance de conter substâncias perigosas, como hormônios e antibióticos, é mínima. A rede Carrefour, graças a uma política da sede francesa, é uma das que oferece o produto. Ele faz parte da linha "garantia de origem", só de produtos feitos com essa preocupação.
Os bois certificados com "garantia de origem" são bem alimentados e criados por pessoas treinadas por especialistas em comportamento animal para entender como ele pensa e manejá-lo sem violência. "Agora vamos produzir porcos com origem garantida, criados soltos", diz o veterinário Adolfo Petry, responsável, no Carrefour, pelos produtos animais garantidos com o selo. Produtos assim custam entre 50% e 100% a mais que os convencionais. Apesar do interesse crescente do consumidor em diminuir a crueldade (numa pesquisa feita pela Super na internet, 85% das 2408 pessoas disseram que deixariam de comer alimentos se soubessem que eles causam sofrimento para animais), a procura por esses produtos ainda é muito pequena.

A vaca e a humanidade
A criação de gado foi uma das maiores forças ditando os rumos da humanidade. Essa é a opinião do escritor Jeremy Rifkin, ativista polêmico, vegetariano convicto e pesquisador competente - um dos maiores críticos da biotecnologia e, por tabela, um dos maiores inimigos do establishment científico. Rifkin, em seu Beyond Beef ("Além da carne", sem versão em português), mostra que devemos muitas coisas importantes ao hábito de criar vacas para matar. Veja algumas delas:

Deus
Algumas das primeiras pinturas nas cavernas representavam vacas. Devemos à carne nossas primeiras manifestações artísticas e, possivelmente, a origem das nossas religiões - essas pinturas são o primeiro registro de uma humanidade preocupada com o mundo espiritual, acertando as contas com os animais que matava.

Diabo
As tribos nômades de cavaleiros que habitavam a Eurásia há 6 000 anos juntavam gado selvagem e o criavam nos pastos naturais. Esses pastores cultuavam um deus-touro, chamado Mithra, símbolo da força, da masculinidade, do poder. A necessidade de pastos novos a cada vez que acabava o antigo fazia deles expansionistas por natureza e, no início da era cristã, eles já tinham se espalhado da Índia a Portugal. Com isso, o culto a Mithra tornou-se muito popular no Império Romano. Para contê-lo, a Igreja adotou sua data sagrada, o dia de Mithra - 25 de dezembro. Estava estabelecido o Natal. Depois, no Concílio de Toledo, em 447, a Igreja publicou a primeira descrição oficial do diabo, a encarnação do mal: um ser imenso e escuro, com chifres na cabeça. Como Mithra.

Grandes navegações
Na Idade Média, a carne raramente era fresca e, por isso, havia muita demanda de temperos para disfarçar o sabor. Ao mesmo tempo, tinham se esgotado os pastos da Europa - não havia mais para onde levar os rebanhos crescentes. Resultado: os europeus caíram no mar em busca de um caminho para as especiarias indianas e de espaço para soltar os bois. Acharam mais espaço do que imaginavam: a América. Hoje, Estados Unidos, Brasil, Uruguai e Argentina têm alguns dos maiores rebanhos do mundo.

Conquista do Oeste
Em 1870, boa parte dos Estados Unidos tinha se transformado em pasto. Mas havia um obstáculo para a expansão. Os campos do oeste americano estavam tomados por hordas de búfalos, que serviam de caça para as tribos indígenas. O governo americano não queria os búfalos, difíceis de manejar, e temia os índios. Adotou, então, uma solução simples: matar os búfalos e, assim, deixar os índios sem comida. É assim que Rifkin resume a heróica "conquista do Oeste".
Naquela década, matar búfalo foi o que mais se fez na região. Havia "excursões turísticas" nas quais um trem emparelhava com manadas e os passageiros começavam a atirar. As carcaças eram abandonadas ao longo da ferrovia. Cowboys como Buffalo Bill se tornaram lendários por matar até 40 búfalos numa caçada. Em dez anos, as manadas, que eram tão grandes que levavam horas para passar, sumiram. Em 1881, a tradicional Dança do Sol da tribo kiowa foi adiada por dois meses porque os índios não conseguiam encontrar um só búfalo para o sacrifício ritual. Finalmente, acharam um animal solitário e o mataram. No ano seguinte, não encontraram nenhum.

Indústria moderna
No final do século XIX surgiu uma novidade na indústria da carne: a esteira rolante. Em vez de depender de um açougueiro habilidoso, o matadouro podia usar vários funcionários pouco especializados, cada um fazendo um pouco do trabalho, enquanto a carcaça se movia sozinha. Uma "linha de desmontagem". Um dia, um mecânico que vivia em Detroit foi visitar essa linha. Anos depois, esse mecânico admitiria que a indústria do abate foi uma forte inspiração para a sua própria fábrica, batizada em 1903 com seu sobrenome. O nome desse mecânico? Henry Ford.
Agora é com você. O que vai ser? Brócolis ou cheeseburger?

Para saber mais

Na livraria:Beyond Beef, Jeremy Rifkin, Plume, Estados Unidos, 1993
Slaughterhouse, Gail A. Eisnitz, Prometheus, Estados Unidos, 1997
País Fast Food, Eric Schlosser, Ática, São Paulo, 2002
O Homem que Comeu de Tudo, Jeffrey Steingarten, Companhia das Letras, São Paulo, 2000


16.4.09

A MINHA GANGORRINHA

para ver maior é só clicar.

Independente - um novo mercado que cobiça olhos alheios


Aqueles que são adeptos à causa animal geralmente levam consigo algo que mostre, que façam as pessoas pararem e pensarem na imagem, na mensagem. É vestir a camisa literalmente. Botons, camisetas, adesivos... são inúmeros os produtos voltados a esse público independente. Vendidos por ongs com renda revertida para a própria entidade, por adeptos com renda para sua manutenção e fabricação de mais material, hoje estão tendo uma nova concorrência digamos hipócrita.
Andando pelos centros, hoje não é difícil encontrar grandes lojas com roupas com estampas contra exploração animal e logo ao lado uma jaqueta de couro legítimo. É de deixar qualquer adepto à luta com os nervos a flor da pele, louco pra destruir tudo mais em volta! É mais uma vez as grandes empresas errando, querendo 'tomar para si' causas das quais desconhecem princípios e ética. É mais uma vez, empresas quererem lucrar em cima de causas que afetam a todos e com a recente tomada de consciência de muitas pessoas em relação ao vegetarianismo e libertação animal, é mais um papelão que elas representam.
O pior de tudo isso, é ver socialites, vegetarianas bem-estaristas comprando aos montes, pois são adeptas! é isso ae! e tudo se volta ao marketing e a mais valia.

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9.4.09

Publicidade Irresponsável


ANÚNCIO ESTIMULA ABANDONO DE CÃES

Proteste! Envie mensagens para o Shopping Center Norte, a CVC, a Revista Veja, a VISA e a agência de propaganda Mohallem Meirelles, que criou o anúncio.
Todas as mensagens enviadas à CVC estão sendo consideradas como SPAM. Para contatá-los acessem o formulário em http://www.cvcturismo.com.br/site/_faleconosco/home.jsf.


O INR enviou a seguinte mensagem, que pode ser usada como modelo:


Senhores, fazemos nossas as palavras da jornalista Nanci Corbioli, lamentando que ainda exista tanta desinformação e insensibilidade para a questão dos animais nos meios publicitários e entre seus clientes.

Tivemos o desprazer de ver o anúncio da promoção realizada pelo Shopping Center Norte, em parceria com CVC Turismo e Visa, criado pela agência Mohallem Meirelles e veiculado na revista Veja. O conteúdo demonstra total insensibilidade e desrepeito ao problema do abandono de animais no Brasil.

Não é de hoje que a publicidade usa animais para conquistar a simpatia do público, o que se reverte em campanhas de sucesso e em lucros para os anunciantes. Nesse caso, porém, o apelo fácil de usar um cachorro para chamar a atenção funciona como uma negativa da luta pelos direitos animais e despreza todos os esforços de entidades de defesa animal em favor da guarda responsável - que visa antes de mais nada conscientizar os donos de bichos de estimação quanto as suas responsabilidades.

Informamos aos desinformados criadores e aprovadores do anúncio em questão que existem hoje no Brasil cerca de 3 milhões de cães sem lar. Somente na cidade de São Paulo são aproximadamente 200 mil. Nas ruas, eles são vítimas da crueldade humana, da fome, das doenças, dos atropelamentos, do desrespeito e da indiferença. Muitos desses animais são de raça, foram adquiridos como meros objetos de consumo e posteriormente descartados pelos motivos mais fúteis imagináveis. Exatamente como sugere o anúncio em questão.


Os formadores de opinião, entre eles os criadores de campanhas publicitárias, precisam estar cientes da responsabilidade que têm e devem avaliar, dentro dos princípios da ética e do bom senso, o poder das idéias que disseminam. Animais não são objetos descartáveis que podem ser deixados para trás quando um novo brinquedo surge. Parece ser necessário esclarecer que os animais são seres vivos que sentem dor, medo, solidão e, especialmente no caso dos cães, dependem totalmente dos seres humanos.


Preferimos considerar o anúncio veiculado nas páginas de Veja como um infeliz exemplo da mais absoluta ignorância sobre o tema. Por essa razão, sugerimos que pesquisem mais e melhor antes de trazerem a público gracinhas de mau gosto como esta. Esperamos que outros publicitários e anunciantes, mais conscientes sobre a triste realidade dos animais no Brasil, sigam no sentido oposto e usem a criatividade para apresentar exemplos mais positivos sobre a relação entre os seres humanos e seus animais de estimação.
A realidade é muito pior do que estas fotos mostram (animais dilacerados, envenenados, estuprados). Desejamos que manifestações de pessoas melhor informadas sejam suficientes para sensibilizá-los e alertá-los para o quão pouco informados o srs. estavam.

Instituto Nina Rosa - projetos por amor à vida
www.institutoninarosa.org.br
Fone/fax: (11) 3868-4434 / 3868-4273

Educação Humanitária - um caminho para a paz

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